Crime da <i>Yazaki Saltano</i>
O despedimento de mais de 300 trabalhadoras e trabalhadores, que a Yazaki Saltano pretende levar a cabo numa das fábricas em Ovar, constitui «um crime contra o País, contra a economia nacional e contra os trabalhadores» da multinacional japonesa, «que sempre garantiram níveis de produção e qualidade muito elevados» - acusou a Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP.
Numa nota de imprensa, divulgada segunda-feira pelo executivo da DORAV, o Partido «acusa directamente o Governo do PS e o ministro Manuel Pinho de serem coniventes com esta situação», para a qual os comunistas alertaram várias vezes, designadamente em sucessivas perguntas na Assembleia da República, reclamando uma intervenção governamental para defender os postos de trabalho. Contudo, «a inacção foi total».
Lembrando que «a administração da Yazaki Saltano, com o apoio explícito ou implícito do Governo, vem conduzindo uma estratégia de esvaziamento da sua operação em Portugal, de forma sistemática», a DORAV salienta que as consequências de tal opção só não foram mais graves porque a multinacional «encontrou pela frente a resistência dos trabalhadores, do seu sindicato de classe e do PCP, que vêm denunciando o conjunto de apoios de que esta empresa beneficiou para se implantar em Portugal, que agora deve ter ido buscar a qualquer outro país».
«Mais um passo nesta estratégia» foi o anúncio da deslocalização de produção para Marrocos, o qual «conta, novamente, com o silêncio cúmplice do Governo».
Uma delegação do Partido, integrando o deputado Jorge Machado, iria deslocar-se ontem à unidade industrial de Ovar, para transmitir aos trabalhadores a solidariedade dos comunistas e dar conta das diligências realizadas.
No Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo alertou para o «grave problema social» que o anunciado despedimento vai criar, «numa zona onde escasseiam as alternativas de emprego e onde o desemprego não pára de crescer». A deputada comunista lembrou ainda que, «com mais este despedimento, no último ano e meio a Yazaki Saltano mandou para o desemprego cerca de 1200 pessoas, nas unidades de Ovar e de Vila Nova de Gaia».
Ilda Figueiredo considerou tratar-se de «um autêntico escândalo, tendo em conta que esta multinacional recebeu milhões de euros de apoios de fundos comunitários para investir em Portugal» e, «agora, com a alteração da sua estratégia empresarial, quem sofre são os trabalhadores e as populações das zonas onde instalou as suas fábricas». «É preciso impedir que situações destas se continuem a repetir sistematicamente», insistiu a deputada do PCP.
A Yakazi Saltano, líder mundial em componentes eléctricos para automóveis, emprega cerca de 1800 trabalhadores em Portugal, onde se instalou em 1986.
Numa nota de imprensa, divulgada segunda-feira pelo executivo da DORAV, o Partido «acusa directamente o Governo do PS e o ministro Manuel Pinho de serem coniventes com esta situação», para a qual os comunistas alertaram várias vezes, designadamente em sucessivas perguntas na Assembleia da República, reclamando uma intervenção governamental para defender os postos de trabalho. Contudo, «a inacção foi total».
Lembrando que «a administração da Yazaki Saltano, com o apoio explícito ou implícito do Governo, vem conduzindo uma estratégia de esvaziamento da sua operação em Portugal, de forma sistemática», a DORAV salienta que as consequências de tal opção só não foram mais graves porque a multinacional «encontrou pela frente a resistência dos trabalhadores, do seu sindicato de classe e do PCP, que vêm denunciando o conjunto de apoios de que esta empresa beneficiou para se implantar em Portugal, que agora deve ter ido buscar a qualquer outro país».
«Mais um passo nesta estratégia» foi o anúncio da deslocalização de produção para Marrocos, o qual «conta, novamente, com o silêncio cúmplice do Governo».
Uma delegação do Partido, integrando o deputado Jorge Machado, iria deslocar-se ontem à unidade industrial de Ovar, para transmitir aos trabalhadores a solidariedade dos comunistas e dar conta das diligências realizadas.
No Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo alertou para o «grave problema social» que o anunciado despedimento vai criar, «numa zona onde escasseiam as alternativas de emprego e onde o desemprego não pára de crescer». A deputada comunista lembrou ainda que, «com mais este despedimento, no último ano e meio a Yazaki Saltano mandou para o desemprego cerca de 1200 pessoas, nas unidades de Ovar e de Vila Nova de Gaia».
Ilda Figueiredo considerou tratar-se de «um autêntico escândalo, tendo em conta que esta multinacional recebeu milhões de euros de apoios de fundos comunitários para investir em Portugal» e, «agora, com a alteração da sua estratégia empresarial, quem sofre são os trabalhadores e as populações das zonas onde instalou as suas fábricas». «É preciso impedir que situações destas se continuem a repetir sistematicamente», insistiu a deputada do PCP.
A Yakazi Saltano, líder mundial em componentes eléctricos para automóveis, emprega cerca de 1800 trabalhadores em Portugal, onde se instalou em 1986.